Na noite deste domingo a apresentadora Xuxa, deu uma entrevista exclusiva para o Fantástico, da Rede Globo, em que abriu o coração e sua vida privada para o público.

Xuxa faz entrevista para o Fantástico

Xuxa contou de três homens que passaram por sua vida: Ayrton Senna, Pelé e Michael Jackson, que aliás chegou a fazer uma proposta de casamento para a rainha dos baixinhos, através da sua assessoria. Nesta saia-justa, Xuxa disse que apenas o via como ídolo e que só ficava com alguém pela qual se apaixona. “Veio uma proposta do empresário dele: se eu não pensava em de repente ficar com ele. Eu falei: ‘como assim?’. É porque ele gostaria de ter filhos, casar. E eles achavam muito legal ter essa junção. Uma pessoa que trabalha com crianças na América do Sul e ele, que gosta de crianças. Minha resposta, obviamente, foi não. Eu fico com a pessoa por quem eu me apaixono.

Quanto a vida de famosa, Xuxa disse que o grande problema da fama era a falta de privacidade, que muitas vezes ela se sentia mal em sair a locais público porque ela cada passeio a um shopping, se transformava em grande evento e que muitos vendedores se sentiam incomodados com a presença do público nas lojas. Ela ainda ressaltou que nunca teve privacidade e que sempre seus assistentes tinham de checar se não havia gente escondida sob a cama ou dentro dos armários. “É o preço que eu pago“, reconhece a apresentadora em relação aos percalços da fama.

Porém, o ponto mais polêmico e emocionante da entrevista foi quando ela contou que quando adolescente, sofreu abuso, não por uma, mas por várias pessoas, incluindo o melhor amigo de seu pai e até mesmo um professor da sua escola.

Não foi apenas uma pessoa, foram algumas pessoas. Parou quando eu tinha 13 anos, quando pude fugir disso. E eu tinha medo de falar porque o medo de passar por tudo isso de novo era muito grande. Foi o melhor amigo do meu pai, que queria ser meu padrinho, um cara que ia casar com minha avó e um professor“, disse.

Xuxa, agora com 49 anos decidiu abrir este obscuro de sua infância, depois que foi convidada a participar da campanha “Não bata, eduque“. “Descobri que as crianças que estão na rua, 80% das pessoas que estão nas ruas se prostituindo – a palavra nem seria essa, porque elas não sabem o que estão fazendo -, roubando, se drogando, sofreram algum tipo de abuso dentro de casa. Algum tipo de violência dentro de casa que fez com que ela saísse.”.

A apresentadora lembrou que por ter sido uma jovem alta, sempre chamou muita atenção dos homens e, por muitos anos, se sentia culpada pelo o que acontecia. “Eu sempre achei que eu estava fazendo alguma coisa: ou era minha roupa ou era o que eu fazia que chamava a atenção. Essas coisas que pra mim doem, me machucam, me dá vontade de vomitar. Quando eu lembro que tudo isso aconteceu e eu não pude fazer nada porque eu não sabia, eu não tinha experiência… O que uma criança pode fazer?“, perguntou. Ela ainda complementou que gostaria de viver em um mundo em que nenhuma criança sofresse abuso sexual.

Confira abaixo a entrevista completa (se o Google não tiver apagado o vídeo):