Estas eleições está sendo sem sombra de dúvidas uma das mais disputadas no que diz respeito aos direitos LGBT.  Embora tenhamos entre os candidatos, aqueles que lutam ou de certa forma defendem a criminalização da homofobia, como a atual presidenta e candidata Dilma Rousseff (PT) e a Luciana Genro (PSOL). Outros simplesmente servem aos interesses da bancada evangélica ou de extrema direita e dão um show de ignorância e homofobia em rede nacional, como fez o canditato Levy Fidelix durante o debate na rede Record na noite deste domingo (28/09).

Embora o país esteja avançando significativamente, o grupo LGBT ainda segue com pouca representação política, sobretudo no Congresso. Para tentar resolver esse problema, um grupo ativista criou a campanha “Vote LGBT”. Fazendo uso das redes sociais e de um site próprio, a campanha lista as candidatas e candidatos que defendem abertamente as demandas LGBT em todos os estados brasileiros e independente de quais partidos representam.

A intenção do grupo é não só juntar forças em relação aos direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, mas ainda evitar que outras propostas sem noção como o Estatuto da Família (projeto de lei que determina família apenas a união entre um homem e uma mulher) borbulhem pelo Congresso Nacional e ameacem a dignidade dessas pessoas.

Você pode não ser gay, mas com certeza deve ter um amigo ou um parente na família que seja gay, lésbica, bissexual ou transexual, afinal já foi provado que mais de 10% da população mundial pertence ao grupo LGBT. A homofobia poderia acontecer com estas pessoas, poderia ser com você até, que pode ser confundido com um gay simplesmente por se vestir bem ou por estar abraçado com seu pai ou irmão, na rua. É como relata um texto publicado no site do #VoteLGBT… “Quando Marcelo leva uma pancada por trás porque está de mãos dadas com um menino na rua, eu também sinto doer minhas costas. Quando Letícia é impedida de casar com sua namorada, eu também choro o fracasso da intolerância. Quando Adriana é chamada de Paulo no consultório médico, eu sofro a dor de quem se torna invisível. Porque se mexem com quem a gente ama, mexem com a gente.

Então assim como todos que sofrem com a violência e a homofobia, diariamente, você também sofre e pode ajudar a mudar esta situação, falando abertamente com seus pais sobre esta situação ou se você já pode votar, simplesmente votando. E mesmo que você não queira se mostrar, o voto é secreto, você pode ajudar e ninguém ficará sabendo.

A #VoteLGBT chama todas as pessoas, independentemente de se identificarem como LGBT ou não, a se engajarem na luta: “Está mais do que na hora de pararmos de entender a causa LGBT como uma coisa do ‘outro’. LGBT é uma sigla que comporta TODOS nós, independente de orientação sexual. Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Amigos, Colegas, Pais, Mães, Irmãos, Primos, Tios, Avôs, Avós, Sobrinhos e todas as pessoas que, em comum, têm o amor pelo próximo. E ‘próximo’, pra quem perdeu a aula, não quer dizer ‘igual’. A diferença é a única constante entre os seres humanos. Amar e respeitar essas diferenças são alguns dos vários exercícios de humanidade que podemos e devemos praticar.”

protegerquemvcama

Meu voto é pela mudança. Por um novo Brasil, mais justo, igualitário para todos. E o seu? Para saber quem são os candidatos da causa LGBT acesse AQUI.