O período de volta às aulas traz de volta também preocupações rotineiras dos pais como o desempenho dos filhos na escola, o comportamento social das crianças e adolescentes, o bullying (prática de agressões físicas ou verbais, intencionais e repetidas contra uma pessoa indefesa) e a sua versão online, o cyberbullying. Recente pesquisa realizada pela Intel Security mostrou como as crianças e adolescentes lidam com esta questão.

A pesquisa[1] realizada no Brasil com 507 crianças e adolescentes entre 8 e 16 anos revelou que a maioria das crianças (66%) já viram práticas de comportamento cruel e intimidação nas mídias sociais, enquanto 21% dos entrevistados disseram já terem sido vítimas de cyberbullying. Meninos e meninas com idades entre 13 e 16 anos são a maior parte das vítimas.

Entre as atividades realizadas por 24% dos entrevistados em mídias sociais, que podem ser consideradas cyberbullying, as crianças admitiram falar mal de uma pessoa para outra (14%), zombar da aparência de alguém (13%); marcar pessoas em fotos vexatórias (7%), ameaçar alguém (3%), zombar da sexualidade de alguém (3%), postar intencionalmente sobre festas e atividades onde alguém foi excluído (2%), entre outros. As explicações dadas pelas crianças para justificar este comportamento é porque tais pessoas os trataram mal (36%), simplesmente não gostam dessas pessoas (24%) ou porque outros também estavam zombando dessas pessoas (13%).

Faça Amigos, Não BullyingThiago Hyppolito, engenheiro de produtos da Intel Security, explica que as crianças estão expostas a diversos riscos na web e os pais devem sempre monitorar o comportamento online dos filhos para evitar que eles sejam vítimas de agressões ou golpes na internet e também para evitar que os filhos cometam bullying com outras crianças.

Muitos pais acham que os filhos sabem mais sobre tecnologia do que eles próprios e acabam por não monitorar apropriadamente o comportamento do filho na internet por achar que eles sabem o que estão fazendo. No entanto, conhecer as ferramentas não significa saber usá-las com sabedoria. A internet é um ambiente inóspito e as crianças precisam de orientação, assim como quando estão na rua. Se você não deixaria seu filho sair sozinho em uma cidade grande, não o deixe sozinho na internet”, comenta Hyppolito.

Veja algumas dicas da Intel Security para proporcionar maior segurança digital para crianças e adolescentes:

  • Mantenha sempre soluções de segurança abrangentes como o McAfee Live Safe TM instaladas e atualizadas em todos os dispositivos usados pelos seus filhos, sejam computadores, tablets ou smartphones. Utilize as ferramentas de controle parental para bloquear sites e aplicativos inadequados e para controlar o que as crianças fazem na internet.
  • Estabeleça um controle de tempo para o acesso das crianças à internet e às mídias sociais. Algumas soluções de segurança também contam com ferramentas capazes de bloquear o acesso à web nos horários delimitados pelos pais.
  • Conheça as redes sociais que o seu filho frequenta, os jogos que ele joga, os aplicativos que ele usa e fique sempre atento às novidades tecnológicas. A tecnologia avança rapidamente e as crianças estão sempre interessadas nas novidades.
  • Tenha as senhas de acesso para todos os dispositivos, aplicativos e redes sociais usadas por seus filhos.
  • Converse frequentemente com as crianças sobre os perigos escondidos na internet como golpes, excesso de exposição, interação com estranhos e cyberbullying.

[1] Pesquisa: Realidade cibernética: O que os pré-adolescentes e adolescentes estão fazendo online, maio de 2015.