Ter um cachorrinho é bom por vários motivos, e é por isso que muitas famílias optam por ter mais de um em casa. Entretanto, mesmo sendo bom para que façam companhia um ao outro, o trabalho é redobrado, ainda mais no começo, quando os dois ainda não se adaptaram.

Como nem sempre a adaptação é simples, o que deveria ser uma festa pode causar brigas, ciúmes, doenças e muito estresse para os “pais” e aos cãezinhos. Por isso, a veterinária, Amanda Martins, do Planet Dog Resort, empresa especializada em serviços para pets, esclarece o que fazer para que estes tipos de incidentes não aconteçam.

– Preparando o terreno: Antes da chegada do novo filhote, o primeiro passo é preparar o “primogênito” dando a ele, gradativamente, alguns brinquedos e paninhos que tenham o cheiro do novo filhote, isso ajudará o pet a identificar o odor do novo companheiro e já ir se acostumando;

– Local neutro: Quando os cãezinhos são apresentados em um local familiar a um deles, ele vê isso como invasão de território e pode ser mais agressivo. Por isso, leve-os para a calçada, ou até mesmo um parque, desde que seja um local neutro para ambos. Afinal, são estes ambientes que ajudam nas relações caninas, principalmente quando passarão a morar juntos;

– Passeios: De início, não pare para “apresentá-los”, simplesmente coloque-os para andar. Se você tem só um cãozinho, coloque-o para andar ligeiramente na frente do novo peludinho. Entretanto, se você tiver mais cães, coloque o que costuma ser o líder na frente e deixe o caçula no final, assim, quando todos estiverem um pouco cansados e aceitando a proximidade do novo amiguinho, é hora de deixar que eles se cheirem;

– Distância e aproximação: Mantenha uma distância razoável entre um animalzinho e outro. Após eles pararem de rosnar, é o momento de começar a aproximá-los lentamente. A cada passo vá observando a reação de ambos até ver que estão mais à vontade. Depois de conseguir uma aproximação maior, vá caminhando com eles lado a lado. Faça isso até que eles encostem um no outro sem nem mesmo perceberem e não esbocem nenhuma reação agressiva quando notarem esta aproximação;

– Fique de olho para que não haja brigas: No início da adaptação, não os deixem sem a supervisão de uma pessoa, pois dependendo da diferença de tamanho entre os peludinhos, a briga pode se tornar mais intensa, afinal, pets de porte grande não têm noção da força e, mesmo que na brincadeira, podem machucar. Nesses casos, a ajuda de um adestrador pode ser recomendada na hora de colocar os dois bichos frente a frente. A adaptação depende do temperamento de cada cachorro.

“Dois cães podem viver muito bem juntos, por mais que não tenham chegado a uma casa ao mesmo tempo. Na medida do possível tudo deve ser feito em conjunto, como na hora da comida, brincadeira, passeio e carinho. Assim, a companhia ficará mais afetiva e estimulante”, explica a veterinária.