Recentemente uma grande discussão tem tomado conta do país, trata-se do chamado Kit Gay, ou oficialmente Kit Anti-homofobia, criado pelo Ministério da Educação (MEC) para ser distribuído a mais de 6 mil escolas de todo o país. O kit consiste em livros e DVDs contendo informações sobre o universo de jovens gay. O kit que visa diminuir a discriminação contra os gays, foi até mesmo aprovado pela UNESCO, porém devido a pressão da bancada evangélica, em Brasília, esta sendo revisto e pode não ser utilizado.

O governo tem medo de se expor, mas nós não temos. Veja abaixo os três vídeos da campanha que seriam distribuídos aos adolescentes.

UNESCO aprova kit anti-homofobia

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) se posicionou favoravelmente ao kit anti-homofobia desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC). Consultada pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais (ABGLT), a entidade afirmou, por meio de ofício, que os materiais educativos do projeto “estão adequados às faixas etárias e de desenvolvimento afetivo-cognitivo a que se destinam, de acordo com a Orientação Técnica Internacional sobre Educação em Sexualidade, publicada pela UNESCO em 2010”.

No documento, a UNESCO destacou que o kit utiliza “a mesma abordagem teórico-vivencial que é adotada pelo Programa Brasileiro Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), coordenado pelos Ministérios da Educação e da Saúde, com apoio das Nações Unidas no Brasil”.

A organização parabenizou o MEC e a ABLGT, afirmando que está certa de que o material “contribuirá para a redução do estigma e discriminação, bem como para promover uma escola mais equânime e de qualidade”.

– Neste sentido, entendemos que este conjunto de materiais foi concebido como uma ferramenta para incentivar, desencadear e alimentar processos de formação continuada de profissionais de educação, tomando-se como referência as experiências que já vêm sendo implementadas no país de enfrentamento ao sofrimento de adolescentes lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros.

Sobre o apoio institucional solicitado pela ABLGT ao projeto Escola sem Homofobia, a UNESCO esclareceu que só pode incluir sua logomarca em materiais produzidos pela entidade ou naqueles resultantes de acordos de cooperação técnica. Ela, no entanto, colocou-se à disposição para “discutir possibilidades de cooperação futura”.

Qual sua opinião sobre o kit anti-homofobia, do MEC?