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Um mulher de 40 anos chocou è todos ao postar a sua história no portal Pann. Na postagem, ela conta ter sido forçada a se prostituir juntamente com os seus filhos.

Apesar de ter ido à polícia se disponibilizando para investigação, dado inúmeras entrevistas e até mesmo ter feito uma conferência com a imprensa, ela afirma que o seu marido é poderoso o suficiente para bloqueá-los (uma vez que ele é um líder religioso famoso e com contatos no governo). Usuários do Pann se juntaram e estão atualmente tentando trazer essa notícia à tona accionando jornalistas, programas de TV e etc.

Os garotos são nascidos da Califórnia e tiveram os seus passaportes tirados pelo pai. Mediante o boicote que estão sofrendo devido às pessoas poderosas envolvidas, eles criaram um canal no Youtube aonde postaram vídeos explicando tudo em inglês e coreano, além de gravações feitas durante ligações para polícia –que revelam que os responsáveis pela investigação se contradizem o tempo todo e aparentam ora medo e descaso-.

Intitulado como  “Help Me” (pt. Me Ajudem) a postagem segue…

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Lee Jung Hee, começa: “Olá á todos. Estou confessando com o coração atormentado a horrível e frustrante vida que eu tenho vivido até então. Eu sou uma mulher suja”. Ao desenvolver do post, ela descreve uma horrível história de prostituição, abuso, estupro e opressão que ela e os dois filhos tem sofrido nas mãos da própria família, incluindo o seu marido, um famoso pastor. O esquema no qual  foi obrigada a fazer parte, é segundo ela, um grande esquema de prostituição à nível nacional, no qual a própria família do seu marido e dela fazem parte.

“Meus filhos foram estuprados por cerca de 300 pessoas, enquanto que por mim, o número chega à 1000”, diz.

Apesar de conter provas, como vídeo dos garotos sendo abusados, depoimento dos mesmos e da mãe, a polícia alega que não há provas suficientes , mesmo tendo concordado no dia anterior e começado a investigação.

Após a divulgação do escândalo, a polícia recusou todos os pedidos de assistência e proteção à Lee JungHee e seus filhos. Toda e qualquer entrevista que ela dá, acaba por seu interceptada e misteriosamente apagada ou bloqueada. Segundo ela, o seu marido (que tem bastante contato com pessoas influentes) é o responsável por isso e usa os seus contatos para espalhar nos veículos de comunicação que ela é sofre de transtornos mentais.

Ela pede na comunidade que as pessoas ajudem a espalhar o seu caso para que haja investigação.

Um dos seus filhos, fez uma postagem utilizando a conta da mãe no dia 21 de junho, aonde ele dizia: “Desde os meus 5 anos de idade, eu tenho sido molestado sexualmente por meu pai, e também pelas pessoas que meu pai trazia para casa. Eu fui abusado por pastores e médicos de Busan, de Chungju. Mas agora todos eles negam isso”.

Ele  também cita parentes muito próximos  da família, dentre eles  o avô [parte de pai] (também outro pastor famoso, já acusado outra vez de abuso por uma fiel da igreja).

“Meu pai e meu avó são ambos pastores”, afirma.

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 O ultimo post, feito no dia 22 de junho é mais um pedido da mãe, Lee JungHee, que pede para que alguém salve os seus filhos, o mais velho está atualmente hospitalizado. O mais novo está impossibilitado de sequer ir à escola ou conseguir tratamento, ela firma.

Lee JungHee fiz, “É tudo culpa minha como mãe por não ter tido capacidade de fugir com os meus filhos mais cedo”, e em seguida descreve a sua atual situação.

A postagem ganhou força no portal e muitos internautas coreanos iniciaram uma campanha para divulgar o seu caso. A tag #HelpLeeJungHee foi então traduzida e utilizada em campanhas nas redes sociais.

O caso veio à tona na mídia coreana na metade de 2014, incluindo um segmente na Korea’s TV Chosun, inclusive aonde um afiliado da igreja do marido de Lee JungHee participa.

Ele diz, “Eu não tenho certeza como a moça e os meninos tem vivido depois de fugirem, mas acreditamos que houve discórdia dentro da família. Além disso, estamos pensando se ela pode estar com problemas mentais devido à tanto estresse psicológico. Achamos que ela não está mentalmente estável, para deixá-la só pensando que ela está bem mentalmente, essa situação é muito complexa. Antes de tudo, o que nós temos antes de nós são apenas mentiras. Nós temos que fazer o certo revelando a verdade”.

 Porém, o mais interessante é que todas as postagens nos veículos de notícia que cobriram a conferência de imprensa realizada por Lee JungHee e os seus filhos, foram apagadas misteriosamente.

Desde então, Lee JungHee tem feito o que pode para poder divulgar na internet o seu caso para que as autoridades investiguem à fundo o esquema de prostituição envolvendo o seu marido e família. Pois mesmo após dar entrevistas, fazer uma conferência de imprensa aberta e processar cerca de 30 envolvidos, ela não está recebendo apoio das autoridades.

Com a ajuda dos filhos, ela criou um canal no Youtube aonde posta gravações da sua conversa com os oficiais da polícia -que em muitos momentos se contradizem e demonstram descaso ou medo-, e vídeos aonde ela e os próprios meninos explicam todo o caso.

No vídeo a seguir, os garotos (que tem dupla nacionalidade coreano-americana) explicam em inglês a situação e em outro, a mãe explica em coreano. Eles pedem por ajuda para poder ter liberdade.

Clique aqui para ver o vídeo aonde os filhos falam.

 

Uma petição foi criada no site da Casa Branca para que o president Barack Obama veja o caso. Se você quer ajudar, é só clicar aqui e assinar a petição.

Fontes: (1) (2) (3) (4)