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Com mais e mais pessoas como Laverne Cox e Miley Cyrus vivendo suas vidas autênticas, as pessoas estão se tornando mais conscientes de que o gênero não é um binário, e nunca foi. E parece que essa crescente conscientização vem tornando as pessoas mais confortáveis ​​a se identificar da maneira que se sinta mais correta para elas. Um novo estudo em Pediatria divulgado pela Associated Press descobriu que quase 3% dos alunos do 9º e do 11º ano se identificam como transgêneros ou não conformes ao gênero.

Os pesquisadores analisaram pesquisas realizadas  com quase 81 mil adolescentes em Minnesota, EUA. Destes, cerca de 2.200 diziam que se identificavam como transgêneros ou não conformes por gênero. Esta é uma percentagem maior do que em outros estudos: um estudo UCLA  estimou que 0,7% das pessoas com idades entre 13 e 17 anos identificadas como transgênero. “Diversas identidades de gênero são mais prevalentes do que as pessoas esperariam“, disse o autor principal Nic Rider à AP. “Com a crescente visibilidade do trans nos Estados Unidos, alguns jovens podem achar mais seguro sair e falar sobre a exploração de gênero“.

A variação de gênero, é claro, não é novidade. É uma parte normal da vida em todo o mundo, e as pessoas não conformistas de gênero têm trabalhado para garantir seu direito há séculos. E, embora ainda seja uma batalha árdua não só nos EUA, mas no Brasil e no mundo, à medida que as pessoas transgênero se tornam mais visíveis, não só adiciona uma camada de segurança para alguns, mas dá-lhes a linguagem e o conhecimento para se identificarem adequadamente. E quanto mais as pessoas que têm esse conhecimento e se sentem seguras e apoiadas em sair, mais pessoas podem viver suas melhores vidas. Esse é o objetivo final.

Aqui no Brasil por sua vez, estima-se que mais de 700 mil pessoas não se identificam com o seu gênero biológico, porém infelizmente é o país que mais mata travestis e transexuais no mundo, o que faz com que tenhamos ainda um longo caminho a percorrer.