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Uma das grandes dúvidas seja das meninas ou dos meninos é o que fazer para uma outra pessoa se apaixonar por ela. É lógico que você pode apelar para simpatias, rezas, ou qualquer outra superstição popular, mas nada como ter a ciência ao nosso lado nesta hora.

No livro “Falling in Love” (Apaixonar-se), a psicóloga Ayala Pines usa dados científicos, recolhidos através de vários estudos, para explicar porque é que nos apaixonamos por determinada pessoa, mostrando que o amor não é um acaso mas antes um encontro de expectativas e necessidades.

O livro descreve as 11 situações que mais frequentemente levam alguém a apaixonar-se. Logicamente que há grandes exceções afinal ninguém controla o amor, mas vale a pena dar uma conferida.

  1. Semelhança nas atitudes, história e traços de personalidade: Encontrar semelhanças, quase um espelho na outra pessoa leva à rápida sensação de familiaridade e sensação de conforto.
  2. Proximidade geográfica: Não sendo a razão mais romântica, o facto das pessoas poderem estar juntas de forma imediata ajuda ao desenvolvimento de uma paixão. E a razão é uma: exposição repetida. Ou seja, não só no amor mas também com outras coisas, quanto mais tempo estamos expostos a alguém ou alguma coisa mais rapidamente nos afeiçoamos e habituamos. Isto porque a exposição repetida intensifica o sentimento dominante: se estamos muito tempo com alguém que gostamos, vamos gostar mais; se passamos muito tempo com alguém que odiamos, vamos odiar mais.
  3. Características de personalidade e aparência desejáveis: Para além do fator óbvio de que nos sentimos atraídos por pessoas bonitas (aos nossos olhos), há mais a dizer sobre a personalidade. Estudos mostram que tendencialmente as pessoas confiantes são mais atrativas e, por outro lado, as pessoas mais confiantes são as que têm relações amorosas mais felizes. Além disso, pessoas confiantes desenvolvem relações de intimidade mais depressa.
  4. Afeto recíproco: Apenas o facto de sentirmos que a outra pessoa corresponde aos nossos sentimentos, pode ser suficiente para aumentar a nossa sensação de amor, por sentirmos que está ali uma oportunidade de felicidade.
  5. Satisfação de necessidades: Há várias necessidades que procuramos satisfazer na outra pessoa. Sejam as necessidades físicas, de estabilidade emocional, de encontrar um confidente, segurança física e financeira, etc. O importante é sentirmos que aquela pessoa “é exatamente o que procurávamos”.
  6. Excitação física e emocional: Nas entrevistas, a investigadora percebeu que muitas relações começaram depois de momentos complicados, como a perda de um parente ou uma separação. Não interessa o motivo da excitação emocional mas, quando ela está presente, automaticamente estamos mais predispostos a outras emoções. Depois, evidentemente, a excitação física, a atração, é muito importante para o primeiro impacto, para ditar se há ou não paixão.
  7. Influências sociais: A aprovação das pessoas do nosso círculo daquela pessoa pode ditar a continuação de uma relação ou o seu fim, em especial no início. A opinião daqueles que nos conhecem é uma validação necessária.
  8. Características específicas na voz, olhos, postura e forma de se movimentar: Homens e mulheres tomam em consideração todos os aspetos físicos da outra pessoa nos primeiros encontros. Um determinada característica, no entanto, pode ser suficiente para levar à paixão.
  9. Disponibilidade para uma relação romântica: Quando ambos estão à procura de uma relação romântica e encontram resposta um no outro, há imediatamente um fator comum que pode levar à paixão.
  10. Oportunidades para estarem juntos: A intimidade vem de momentos a dois. Se, no início da relação, há vários momentos sozinhos, sem interrupções, a intimidade pode crescer rapidamente.
  11. Mistério na situação ou pessoa: Este é outro fator que não aparece como surpresa. Apesar de precisarmos conhecer a outra pessoa para nos apaixonarmos, a sensação de aventura que uma pessoa com aura misteriosa nos traz é altamente excitante e desafiante