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Embora já esteja no mercado há bastante tempo, ainda há muitas dúvidas sobre o uso da pílula do dia seguinte, como por exemplo – Depois de ter feito sexo desprotegido, qual é o momento certo de usar? Posso tomar a pílula mais de uma vez? Ela é abortiv? É eficaz? Algumas meninas ainda ficam confusas quando o assunto é o famoso método contraceptivo: a pílula do dia seguinte.

Custando em torno de R$ 20,00, assim como a camisinha, o contraceptivo conhecido como “Pílula do Dia Seguinte”, é bem acessível a todos, porém muita gente ainda tem muita dúvida de como se deve utilizar, e nem sempre é possível passar no ginecologista a tempo. Por isso separamos consultamos ginecologistas para esclarecer todos os mitos sobre a pílula. Confira:

1. Quando devo usar a pílula do dia seguinte?


A pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência, portanto deve ser utilizada somente em último caso. Nos Estados Unidos a chamam de plano B. Ela deve ser usada quando, por exemplo, a camisinha estoura no momento da ejaculação. Ou então quando a menina se esquece de tomar  a pílula anticoncepcional durante dois, três dias e só se lembra no momento do coito. Em casos de estupro ela também é amplamente utilizada. Portanto,  não se deve fazer de seu uso um hábito nem tomar mais que uma dose por mês. É importante ressaltar a importância desse medicamento na vida das mulheres, pois ele tem diminuído em mais de 50% a taxa de gravidez indesejada e evitado milhares de abortamentos.

2. A pílula funciona como um abortivo?


Não. A pílula costuma agir antes que a gravidez ocorra, ou seja, a fecundação ainda não ocorreu. Ela tem a função impedir ou retardar a liberação do óvulo evitando a fertilização.

3. Preciso de receita médica para comprar a pílula?


Não. Você pode adquirir a pílula em farmácias ou nos postos de saúde, sem prescrição médica. Além disso, se você for menor de idade, não é preciso estar acompanhada dos pais, o que evita uma saia justa. Vale ressaltar que é importante buscar orientação com um médico antes de usá-la, principalmente se você já faz uso do anticoncepcional.

4. Ela pode causar efeitos colaterais?


Sim, o mais frequente deles é a alteração no ciclo menstrual e do tempo de ovulação, tornando quase  impossível calcular seu período fértil e o dia da sua menstruação logo após o seu uso. Além disso, dor de cabeça, sensibilidade nos seios, náuseas e vômitos são sintomas comuns. No caso de vômito ou diarreia nas duas primeiras horas após a ingestão, a dose deve ser repetida.

5. Existe contraindicação?

É contraindicada para quem sofre de alguma doença hematológica (do sangue), vascular, é hipertensa ou obesa mórbida. Isso porque a grande quantidade de hormônio que pode causar danos a saúde.

6. Depois do sexo desprotegido, quanto tempo tenho para tomar a pílula?


O ideal é que a mulher tome a pílula o mais próximo possível da relação sexual desprotegida. Seja qual for o tipo, deve ser usado no máximo 72 horas após a relação sexual. Quanto mais tempo demorar, menor será a eficácia.  Existem dois tipos. Um deles vem em dose única e o outro são dois comprimidos (um ingerido logo após a relação e outro após 12 horas). Entretanto, para não haver esquecimento, ela pode tomar os dois de uma vez também.

7. Se eu tomar repetidas vezes, ela perde o efeito?


A sua eficácia mantém, porém, você corre um risco maior de engravidar. Quando ingerida nas primeiras 24 horas, possui a efetividade em torno de 94% contra uma gravidez indesejada.

8. Mesmo tomando essa pílula é possível engravidar?

Sim. Como todo método, há risco de falha. Como já foi dito, quanto mais cedo a pílula for tomada, maior a sua eficácia. E não terá nenhuma proteção para o sexo realizado após tomar a pílula, só o realizado anteriormente.