Olá AmigoTeen, me chamo Fernanda, tenho 17 anos e estou com uma dúvida meio constrangedora. Meu namorado insiste em querer fazer sexo anal comigo, mas eu tenho medo. Eu até tenho vontade, curiosidade, mas fico com medo de doer, de sangrar. Me dá algumas dicas.

E aí Fernanda, tudo bom? Bem, primeiramente você tem que ver se está realmente confortável com esta experiência, não faça nada simplesmente porque seu namorado quer, afinal o corpo é seu e não adianta nada deixar seu namorado feliz e você ficar encanada.

Mas não pense que você é diferente, por estar preocupada. Muitas mulheres e até homens ainda têm receio de praticar o sexo anal devido aos medos, dúvidas e mitos, por isso conversamos com a ginecologista do grupo Hospital Santa Joana e Maternidade Pró Matre, Maria Elisa Noriler, esclarece e orienta o que é mito e verdade sobre os prazeres e cuidados do sexo anal.

Note que esta matéria serve não só para as garotas, mas também para os garotos. Embora o canal anal masculino seja diferente do feminino, e seja mais fácil para eles sentirem prazer com a prática, não há diferenças no que tratamos a seguir. Espero que ajude.

1- É normal ter dores durante o ato sexual.

Mito. Se a mulher sente dor precisamos afastar processos inflamatórios ou infecciosos. Até mesmo fatores relacionados à diminuição da lubrificação vaginal podem trazer dores.

2- Não precisa usar lubrificante. A saliva já é o suficiente para lubrificar.

Mito. Para pacientes jovens a saliva funciona bem, mas para mulheres na menopausa o uso de lubrificantes e hormônio tópico são os mais indicados.

3- É necessário fazer uso do “chuveirinho” (chuca) antes da relação.

Mito. Essa prática não é indicada nem antes e nem após a relação sexual, o que inclui também as duchas internas na vagina.

4- Tomar laxante antes faz com que não ocorra nenhuma “surpresa”.

Mito, pois se a paciente não está com nenhuma alteração do hábito intestinal, como por exemplo, a diarreia, não terá problema algum na relação sexual.

5- Fazer sexo anal alarga o ânus.

Mito. O ânus tem um anel muscular, chamado de esfíncter anal, que tem a capacidade de dilatar e contrair, sem causar nenhuma alteração.

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6- É preciso usar camisinha, pois há diversas chances de obter Doenças Sexualmente Transmissíveis.

Verdade. A camisinha é uma barreira de proteção para HIV, sífilis, gonorreia, cancro e muitas outras.

7- O melhor método para começar a praticar sexo anal é estar relaxada e ir aos poucos.

Verdade. Como o ânus tem o esfíncter muscular é mais difícil a penetração anal do que a vaginal, então a mulher precisa estar bem relaxada e também é indicado usar bastante lubrificante para não sentir desconfortos.

8- Sexo anal causa hemorroidas.

Mito. A prática não é causadora de hemorroida, mas a mulher que já tiver o problema deve tomar cuidado com o sexo anal, pois tem um risco maior de sangramento.

9- É normal ocorrer sangramento após a relação.

Mito. O sangramento não é normal. Pode ser que tenha faltado lubrificação ou cuidado com a penetração. Lembre-se de sempre fazer o que te der prazer.

10- Existem contraindicações para a prática do sexo anal.

Verdade. Quando há hemorroida e/ou fissura anal não é recomendável a prática.

11- Não há problemas problema fazer sexo oral ou vaginal depois do sexo anal.

Mito. No ânus existem bactérias que não devem ter contato com outras partes do corpo. O recomendado é realizar a higiene intima ou a troca do preservativo após cada prática.

12- Sexo anal não pode ser praticado todos os dias.

Mito. Cada caso é um caso, depende do conforto da pessoa, de como o sexo tem sido praticado e de inúmeros outros fatores que vão desde o tamanho do pênis até o nível de relaxamento. Caso algo esteja incomodando, o ideal é consultar um proctologista.

13- Só passivos podem pegar AIDS e DSTs?

Mito. Não, tanto a pele do pênis quanto a mucosa do reto tem a capacidade de absorver sangue e outros fluidos. É como quando você passa um creme na mão, onde parte do creme evapora e parte é absorvido pela pele. No contato de pênis e ânus, os dois estão expostos ao mesmo material. A dica vale para o sexo vaginal também.

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