Na noite do dia 25 de Junho 2012, eu fiz uma decisão muito grande que acabou por ser uma das escolhas que mais mudaram a minha vida em meus 18 anos de existência. Anos de auto-aversão, dor e medo levou a auto-descoberta, crescimento pessoal, eventual aceitação e, finalmente, a coragem de dizer ao meu melhor amigo que eu era alguém que se sentia atraído por homens em vez de mulheres.

Foi a única coisa mais difícil que eu já tive que fazer. Eu estava morrendo de mede do que o pior estava por vir, que ele não me aceitaria, que tudo mudaria em nossa relação. No entanto, meu amigo foi super tranquilo em sua reação a esta nova informação. Uma reação tão leve dele, que me fez sentir eufórico e muito feliz. Eu abri meu coração com ele sobre os anos de silêncio que suportei e ele estava lá para me ouvir em silêncio. Um peso foi tirado das minhas costas, não era mais segredo, alguém agora estava sabendo, eu me senti livre.

Eu acho que a vida é muito curta para se preocupar com o que os outros pensam de nós. Passei grande parte da minha vida de adolescente obcecado por não escorregar e alguém perceber que sou gay. Ironicamente, mesmo ninguém sabendo oficialmente ainda aconteceu muita coisa. Eu era maltratado terrivelmente como uma criança e como adolescente por não gostar de futebol como os outros meninos. Sofri bullying por ser diferente, “estranho” como diziam, por usar suspensórios, óculos, por andar engraçado – acusado de ser gay, assexuado – eu recebi uma quantidade enorme de abuso. Mas apesar de eu ter essas cicatrizes emocionais, eu aprendi que as pessoas não são muito inteligentes e são realmente muito inseguras.

Sair do armário foi o fechamento de um capítulo e o início de outro. Me senti mais feliz, me tornei mais produtivo e comecei a perceber que sair da cama não era assim uma luta como costumava ser. Parece que depois que me abri com meu amigo, tudo ficou mais fácil. Fui capaz de me abrir com outras pessoas, fui capaz de ser eu mesmo, e com isso consegui atrair amigos maravilhosos que gostavam de mim por tudo o que eu era; incluindo falhas e diferenças. Eles sabiam que podiam confiar em minhas opiniões honestas e verdadeiras.

John, 18 anos

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